quinta-feira, 10 de maio de 2007

Nas últimas duas semanas, o vozeirão de Ivete Sangalo ecoou diversas vezes nas Olimpíadas de Atenas. Um de seus hits, Sorte Grande, tornou-se uma espécie de hino da torcida brasileira, e a própria organização dos Jogos se encarregou de tocá-lo nos intervalos de certas disputas. Não é a primeira vez que algo desse tipo acontece com a artista. Festa foi adotada pelos jogadores da seleção brasileira em 2002, durante a conquista da Copa do Mundo de futebol. No dia em que eles desembarcaram em Brasília com a taça, lá estava a baiana para recebê-los com a música, no alto de um trio elétrico e à frente de uma multidão. De fato, tem sido assim há algum tempo: aos 32 anos, Ivete Sangalo é, de longe, a cantora mais popular entre os brasileiros quando eles querem comemorar algum feito – ou simplesmente cair na folia. Num mercado assolado pela pirataria, as vendas de disco de Ivete são respeitáveis: 1,6 milhão de CDs em cinco anos de carreira-solo. Mas é no palco que ela demonstra sua força. Seu cachê é de 100.000 reais por apresentação, e sua agenda se mantém lotada, com catorze shows por mês em todo tipo de ambiente: das mansões de políticos no Planalto ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, onde ela reuniu uma platéia recorde de 200.000 pessoas no último dia 21. O sucesso de Ivete é um autêntico fenômeno de massa, ancorado no carisma, na voz potente, num alto-astral inabalável e numa presença física exuberante. Embora tenha estreado no axé, e ainda seja um grande nome nos carnavais de Salvador, ela conseguiu ampliar o escopo de seu trabalho. "Seus shows são muito divertidos e transmitem uma energia que eu acho que não se via desde o início do rock brasileiro, na década de 80", diz um de seus admiradores, o veterano cantor Lulu Santos. "Se tivesse de rotulá-la, diria que ela é hoje nossa rainha pop."

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